domingo, 21 de junho de 2009

Inteligência Competitiva em Organizações: dado, informação e conhecimento

DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.3  n.4   ago/02                            ARTIGO 02


Inteligência Competitiva em Organizações: dado, informação e conhecimento
Competitive Intelligence in Organizations: data, information and knowledge

por Marta Lígia Pomim Valentim

Resumo: O conjunto 'dados, informações e conhecimento' tem sido importante fator de competitividade em diferentes tipos de organizações. Prospectar, filtrar e transferir esse conjunto é essencial para a consolidação do processo de inteligência competitiva organizacional. Através do gerenciamento desses recursos informacionais pode-se subsidiar várias atividades para a melhoria contínua do negócio da organização. O papel do conjunto 'dados, informações e conhecimento' no processo de inteligência competitiva é fundamental para o aumento da produtividade e da qualidade da organização. Estabelecer fluxos formais e informais, bem como mapear e reconhecer os dados, informações e conhecimento estruturados, estruturáveis e não-estruturados para o negócio também são ações que contribuem para o desenvolvimento da inteligência competitiva organizacional.
Palavras chave: Inteligência Competitiva; Gestão do Conhecimento; Gestão da Informação; Fluxos Informacionais; Transferência da Informação

Abstract: The group 'data, information and knowledge' has been important factor of competitiveness in different types of organizations. To prospect, filter and transfer that group is essential to consolidate the process of organizational competitive intelligence. Several activities that reach the continuous improvement of the organizational business can be subsidized through the management of those informational resources. The role played by the group 'data, information and knowledge' in the process of competitive intelligence is fundamental to increase the organizations productivity and quality. To establish formal and informal flows, to map out and recognize structured and no structured 'data, information and knowledge' for business are also actions that contribute to the development of the organizational competitive intelligence.
Keywords: Competitive Intelligence; Knowledge Management; Information Management; Information Flows; Information Transfer

A sociedade da informação traz paradigmas da economia, como produtividade e qualidade, cria novos caminhos para o desenvolvimento e exige uma nova postura diante das mudanças sociais. Gerar, obter e aplicar conhecimento passa a ser item básico para enfrentar essas mudanças.

O que caracteriza uma sociedade como 'sociedade da informação' basicamente é a economia alicerçada na informação e na telemática, ou seja, informação, comunicação, telecomunicação e tecnologias da informação. A informação, aqui entendida como matéria-prima, como insumo básico do processo, a comunicação/telecomunicação entendida como meio/veículo de disseminação/distribuição e as tecnologias da informação entendidas como infra-estrutura de armazenagem, processamento e acesso.

A sociedade da informação e sua relação com a economia de um país se dão através de uma superestrutura de comunicação, apoiada em tecnologias da informação e, o mais importante, o conhecimento, sua geração, armazenamento e disseminação, ou seja, o que se denomina atualmente de 'nova economia', é a associação da informação ao conhecimento, sua conectividade e apropriação econômica e social. Além disso, exige dos diferentes segmentos econômicos uma mudança significativa no processo produtivo e inovativo.

Os termos 'dado', 'informação' e 'conhecimento', serão conceituados neste momento, uma vez que se confundem pela proximidade do seu significado.
O termo 'dado' aparece muito na literatura da área de Ciência da Informação e de Informática. É definido por Miranda como um conjunto de registros qualitativos ou quantitativos conhecido que organizado, agrupado, categorizado e padronizado adequadamente transforma-se em informação" (1999, p.285).

O termo 'informação' é conceituado por vários autores, entre eles: Wurman entende que esse termo só pode ser aplicado à "aquilo que leva à compreensão (...) O que constitui informação para uma pessoa pode não passar de dados para outra" (1995, p.43). Páez Urdaneta também descreve o conceito de informação como dados ou matéria informacional relacionada ou estruturada de maneira potencialmente significativa (apud Ponjuán Dante, 1998, p.3). Da mesma maneira, Miranda conceitua informação como sendo "dados organizados de modo significativo, sendo subsídio útil à tomada de decisão" (1999, p.285).

McGarry considera que o termo 'informação' possui os seguintes atributos:

* "considerada como um quase sinônimo do termo fato;
* um reforço do que já se conhece;
* a liberdade de escolha ao selecionar uma mensagem;
* a matéria-prima da qual se extrai o conhecimento;
* aquilo que é permutado com o mundo exterior e não apenas recebido passivamente;
* definida em termos de seus efeitos no receptor;
* algo que reduz a incerteza em determinada situação" (1999, p.4).

Explicam as autoras Lastres e Albagli que

"Informação e conhecimento estão correlacionados mas não são sinônimos. Também é necessário distinguir dois tipos de conhecimentos: os conhecimentos codificáveis - que, transformados em informações, podem ser reproduzidos, estocados, transferidos, adquiridos, comercializados etc. - e os conhecimentos tácitos. Para estes a transformação em sinais ou códigos é extremamente difícil já que sua natureza está associada a processos de aprendizado, totalmente dependentes de contextos e formas de interação sociais específicas" (1999, p.30).

Miranda também distingue três diferentes tipos de conhecimentos:

* "conhecimento explícito é o conjunto de informações já elicitadas em algum suporte (livros, documento etc.) e que caracteriza o saber disponível sobre tema específico;
* conhecimento tácito é o acúmulo de saber prático sobre um determinado assunto, que agrega convicções, crenças, sentimentos, emoções e outros fatores ligados à experiência e à personalidade de quem detém;
* conhecimento estratégico é a combinação de conhecimento explícito e tácito formado a partir das informações de acompanhamento, agregando-se o conhecimento de especialistas" (1999, p.287).
Davenport e Prusak conceituam dado, informação e conhecimento (Figura 1). Contudo, dão maior ênfase ao termo 'informação': "informação, além do mais, é um termo que envolve todos os três, além de servir como conexão entre os dados brutos e o conhecimento que se pode eventualmente obter" (1998, p.18).

Dados, Informação e Conhecimento

Dados

Informação

Conhecimento

Simples observações sobre o estado do mundo

Dados dotados de relevância e propósito

Informação valiosa da mente humana
Inclui reflexão, síntese, contexto

  • Facilmente estruturado
  • Facilmente obtido por máquinas
  • Freqüentemente quantificado
  • Facilmente transferível
  • Requer unidade de análise
  • Exige consenso em relação ao significado
  • Exige necessariamente a mediação humana
  • De difícil estruturação
  • De difícil captura em máquinas
  • Freqüentemente tácito
  • De difícil transferência
  • FONTE: Davenport, Prusak - 1998 - p.18

    Figura 1

    Os conceitos sobre dados, informação e conhecimento apresentados anteriormente por Davenport e Prusak, serão os adotados neste texto, isto é, para que um dado seja considerado informação, necessariamente requer algum tipo de análise, exige um consenso da área quanto aos termos adotados em relação ao seu significado e, finalizando, deve estar em sintonia com o público a que se destina.

    Informação com Fator de Competitividade Organizacional
    As organizações são formadas por três diferentes ambientes: o primeiro está ligado ao próprio organograma, isto é, as inter-relações entre as diferentes unidades de trabalho como diretorias, gerências, divisões, departamentos, setores, seções etc.; o segundo está relacionado a estrutura de recursos humanos, isto é,  as relações entre pessoas das diferentes unidades de trabalho e, o terceiro e último, é composto pela estrutura informacional, ou seja, geração de dados, informação e conhecimento pelos dois ambientes anteriores.
    A partir do reconhecimento desses três ambientes (Figura 2), pode-se mapear os fluxos informais de informação existentes na organização, assim como pode-se estabelecer fluxos formais de informação para consumo da própria organização.

    Figura 2

    As pessoas das diferentes unidades de trabalho que compõem uma organização têm necessidade de dados, informação e conhecimento para desenvolverem suas tarefas cotidianas, bem como para traçarem estratégias de atuação. Portanto, dados, informação e conhecimento são insumos básicos para que essas atividades obtenham resultados satisfatórios ou excelentes.

    Para gerenciar esses fluxos informacionais, quer formais ou informais, é necessário realizar algumas ações integradas objetivando prospectar, selecionar, filtrar, tratar e disseminar todo o ativo informacional e intelectual da organização, incluindo desde documentos, bancos e bases de dados etc., produzidos interna e externamente à organização até o conhecimento individual dos diferentes atores existentes na organização.
    É importante salientar que os fluxos informacionais formais e informais ocorrem tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo à organização e as ações integradas mencionadas no parágrafo anterior devem ser realizadas nos dois ambientes. Desta maneira, argumenta-se a importância da organização definir em seu organograma uma unidade de trabalho especificamente voltada a desenvolver ações e atividades à gestão da informação, gestão do conhecimento ou inteligência competitiva na organização.

    Os termos 'gestão da informação', 'gestão do conhecimento' e 'inteligência competitiva', serão conceituados neste momento, uma vez que também se confundem pela proximidade do seu significado.

    Gestão da informação pode ser definida como todas as ações relacionadas à "obtenção da informação adequada, na forma correta, para a pessoa indicada, a um custo adequado, no tempo oportuno, em lugar apropriado, para tomar a decisão correta" (Woodman apud Ponjuan Dante, 1998, p.135).

    Para explicar melhor o conceito de gestão da informação, a autora traz a definição de 'gestão de recursos de informação' como "o processo dentro do segmento da gestão da informação que serve ao interesse corporativo". A GRI persegue associar a informação para benefício da organização em sua totalidade, mediante a exploração, desenvolvimento e otimização dos recursos de informação (Burk e Horton apud Ponjuán Dante, 1998, p.136).

    Gestão do conhecimento é um "conjunto de estratégias para criar, adquirir, compartilhar e utilizar ativos de conhecimento, bem como estabelecer fluxos que garantam a informação necessária no tempo e formato adequados, a fim de auxiliar na geração de idéias, solução de problemas e tomada de decisão" (Machado Neto, 1998).

    Barroso define gestão do conhecimento como "a arte de criar valor alavancando os ativos intangíveis; para conseguir isso, é preciso ser capaz de visualizar a empresa apenas em termos de conhecimento e fluxos de conhecimento" (1999, p.156).

    A gestão do conhecimento "está, dessa maneira, intrinsecamente ligada à capacidade das empresas em utilizarem e combinarem as várias fontes e tipos de conhecimento organizacional para desenvolverem competências específicas e capacidade inovadora..." (Terra, 2000, p.70).

    A definição de inteligência competitiva está muito ligada a noção de processo, conforme segue: "objetiva agregar valor à informação, fortalecendo seu caráter estratégico, catalisando, assim, o processo de crescimento organizacional. Nesse sentido,  a coleta, tratamento, análise e contextualização de informação permitem a geração de produtos de inteligência, que facilitam e otimizam a tomada de decisão no âmbito tático e estratégico" (Canongia, 1998, p.2-3).

    Tyson afirma que inteligência competitiva é "um processo sistemático que transforma bits e partes de informações competitivas em conhecimento estratégico para a tomada de decisão" (apud Costa & Silva, 1999, p.2).

    Inteligência competitiva é um "conjunto de capacidades próprias mobilizadas por uma entidade lucrativa, destinadas a assegurar o acesso, capturar, interpretar e preparar conhecimento e informação com alto valor agregado para apoiar a tomada de decisão requerida pelo desenho e execução de sua estratégia competitiva" (Cubillo, 1997, p.261).

    Os três termos são muito próximos e relacionados, porquanto a ação de um incide na ação do outro. Existe claramente uma hierarquização entre esses termos, além disso as tecnologias de informação fazem parte desse contexto. "Um sistema de informações pode ser caracterizado como uma tecnologia intelectual porque afeta a organização das funções cognitivas do homem: a coleta, o armazenamento e a análise de informações assim como atividades de previsão, concepção, escolha, decisão" (Petrini, 1998, p.14).  Isso pode ser aplicado à gestão da informação, na gestão do conhecimento e à inteligência competitiva.

    Desta forma, pretende-se através dos conceitos anteriormente apresentados, estabelecer as relações entre eles e propor uma definição mais integrada dos conceitos (Figura 3):

    Gestão da Informação, Gestão do Conhecimento, Inteligência Competitiva

    Gestão da Informação

    Gestão do Conhecimento

    Inteligência Competitiva

    Foco:

    Negócio da Organização

    Foco:

    Capital Intelectual da Organização

    Foco:

    Estratégias da Organização

    • Prospecção, seleção e obtenção da informação
    • Mapeamento e reconhecimento dos fluxos formais de informação
    • Tratamento, análise e armazenamento da informação utilizando tecnologias de informação
    • Disseminação e mediação da informação ao público interessado
    • Criação e disponibilização de produtos e serviços de informação
  • Desenvolvimento da cultura organizacional voltada ao conhecimento
  • Mapeamento e reconhecimento dos fluxos informais de informação
  • Tratamento, análise e agregação de valor às informações utilizando tecnologias de informação
  • Transferência do conhecimento ou socialização do conhecimento no ambiente organizacional
  • Criação e disponibilização de sistemas de informação empresariais de diferentes naturezas
    • Desenvolvimento da capacidade criativa do capital intelectual da organização
    • Prospecção, seleção e filtragem de informações estratégicas nos dois fluxos informacionais: formais e informais
    • Agregação de valor às informações prospectadas, selecionadas e filtradas
    • Utilização de sistema de informação estratégico voltado à tomada de decisão
    • Criação e disponibilização de produtos e serviços específicos à tomada de decisão

    Trabalha essencialmente com os fluxos formais de informação

    Trabalha essencialmente com os fluxos informais de informação

    Trabalha com os dois fluxos de informação: formais e informais

    Figura 3

    A relação entre os três conceitos existe e é natural, uma vez que dados, informação e conhecimento são insumos básicos para os três modelos. O que muda é a complexidade das ações despendidas. A gestão da informação trabalha no âmbito do conhecimento explícito, ou seja, são dados e informações que já estão consolidados em algum tipo de veículo de comunicação, como exemplo pode-se citar desde o livro impresso até a rede Internet.

    No caso da gestão do conhecimento, a complexidade está na inserção do conhecimento tácito nesse universo, ou seja, um ou mais indivíduos da organização fornecem suas experiências, crenças, sentimentos, vivências, valores etc.

    Finalizando, a inteligência competitiva está ligada ao conceito de processo contínuo, sua maior complexidade está no fato de estabelecer relações e conexões de forma a gerar inteligência para a organização, na medida em que cria estratégias para cenários futuros e possibilita tomadas de decisão de maneira mais segura e assertiva.

    Informação como Insumo Básico para as Atividades da Organização
    As organizações produzem e utilizam dados, informações e conhecimento de diferentes naturezas e, utilizam também, dados, informações e conhecimento produzidos externamente à organização que possibilitam um melhor desempenho no mercado em que atuam. Dentre eles pode-se citar:

    a) Estratégicos: subsidiam a tomada de decisão da alta administração e possibilitam aos analistas estratégicos definirem para a organização, as diretrizes, as políticas, os programas, as linhas de atuação, as prioridades, os indicadores de desempenho, os planos e planejamentos, ou seja, os cenários futuros, a missão e as metas, a atuação na sociedade e a imagem institucional;
    b) Mercado: possibilitam à alta administração, bem como à área comercial perceber oportunidades de negócios tanto no mercado nacional quanto no mercado internacional;
    c) Financeiros: viabilizam aos profissionais da área financeira processarem estudos de custos, lucros, riscos e controles;
    d) Comerciais: subsidiam a área comercial na exportação e/ou importação de materiais, produtos e serviços, bem como subsidiam a área jurídica em relação à legislação do país no qual estabelece-se a transação comercial;
    e) Estatísticos: subsidiam as áreas estratégica, financeira, comercial e de P&D, identificando em termos percentuais e/ou numéricos questões ligadas ao negócio da organização como: índices de exportação, importação, demandas e restrições de mercado, índices econômicos, poder aquisitivo, PIB, índice de desemprego, balança comercial, índices de investimentos etc.;
    f) De Gestão: atendem as necessidades dos gerentes e executivos da organização no planejamento e gerenciamento de projetos, no gerenciamento de pessoas e situações diversas;
    g) Tecnológicos: subsidiam a área de P&D no desenvolvimento de produtos, materiais e processos tecnológicos, bem como monitoram a concorrência quanto as inovações de produtos, materiais e processos;
    h) Gerais: disseminados a todas as áreas da organização, possibilitando aos profissionais uma atualização constante, como por exemplo: notícias, fatos e acontecimentos etc.;
    i) Cinzentas: de qualquer natureza, para qualquer área e com qualquer finalidade de uso, que não são detectados em buscas formais de informação, como por exemplo: colégio invisível, memória de pessoas, documentos confidenciais de difícil acesso, corredores informais eletrônicos (Internet), etc.

    As unidades de trabalho que atuam diretamente com a gestão da informação, gestão do conhecimento ou inteligência competitiva, trabalham com essas diferentes naturezas informacionais e as encontram de três formas diferentes (Figura 4):

    Figura 4

    Os dados, informações e conhecimento estruturados são aqueles acessados dentro ou fora da organização e podem ser entendidos como aqueles que compõem bancos e bases de dados internos e externos, redes de comunicação como Internet, intranet's, publicações impressas etc.

    Dados, informações e conhecimento estruturáveis basicamente são aqueles produzidos pelos diversos setores da organização, porém sem seleção, tratamento e acesso. Como exemplo pode-se citar: cartões de visita, colégio invisível, nota fiscal, atendimento ao consumidor, entre outros.

    Dados, informações e conhecimento não-estruturados são aqueles produzidos externamente à organização, porém sem filtragem e tratamento. Alguns exemplos: informações veiculadas na mídia, mais especificamente TV e rádio, boatos, acontecimentos sociais e políticos.

    A inteligência competitiva necessita ter o mapeamento e a prospecção de dados, informações e conhecimento produzidos internamente e externamente à organização, conhecer profundamente as pessoas chave da organização independentemente de cargos, assim como as pessoas estratégicas fora da organização, saber quais setores/instituições participam dos fluxos informacionais, formais e informais, tanto no ambiente interno quanto externo à organização, estar sensíveis as necessidades informacionais dos clientes internos e externos, visando elaborar produtos e serviços informacionais de qualidade e direcioná-los de forma adequada e, finalmente diminuir o stress informacional da organização. Todas essas ações visam, portanto, criar uma cultura informacional/intelectual na organização.

    Os dados, informações e conhecimento prospectados sobre empresas, produtos, mercados, materiais, processos, meio ambiente, tecnologia, pessoas, política, economia, finanças, comércio etc., têm a finalidade de dar maior segurança às direções perseguidas pela organização. Agregar valor é fundamental para que o processo de inteligência competitiva da organização, seja efetivo. Por isso, os serviços e produtos devem ser personalizados ao público usuário. Uma outra questão importante para a inteligência competitiva é a validade dos dados, informações e conhecimento, isto é, realmente eles respondem as perguntas críticas do negócio da organização quanto a consistência e confiabilidade, utilidade e obsolescência e, finalmente a confidencialidade exigida.

    O processo de inteligência competitiva organizacional deve seguir sete passos para seu funcionamento contínuo. São eles:

    1. Identificar os "nichos" de inteligência internos e externos à organização;
    2. Prospectar, Acessar e Coletar os dados, informações e conhecimento produzidos internamente e externamente à organização;
    3. Selecionar e Filtrar os dados, informações e conhecimento relevantes para as pessoas e para a organização;
    4. Tratar e Agregar Valor aos dados, informações e conhecimento mapeados e filtrados, buscando linguagens de interação usuário / sistema;
    5. Armazenar através de Tecnologias de Informação os dados, informações e conhecimento tratados, buscando qualidade e segurança;
    6. Disseminar e transferir os dados, informações e conhecimento através de serviços e produtos de alto valor agregado para o desenvolvimento competitivo e inteligente das pessoas e da organização;
    7. Criar mecanismos de feed-back da geração de novos dados, informações e conhecimento para a retroalimentação do sistema.

    O modelo proposto (Figura 5) mostra de forma geral o processo da inteligência competitiva que a organização deve gerenciar para obter competitividade empresarial. A inteligência competitiva possibilita o desenvolvimento da organização de forma contínua num mercado cada vez mais agressivo.

    Figura 5

    Dados, informação e conhecimento, conforme já mencionado anteriormente, são matérias-primas para o processo de inteligência competitiva. Através dela é possível estabelecer uma cultura organizacional baseada em informação e conhecimento, visando maior flexibilidade de atuação no mercado, assim como maior capacidade de criação e geração de tecnologia, ou seja, maior competitividade. Inteligência competitiva será o grande diferencial das organizações para esse novo milênio.

    Referências Bibliográficas

    ALMEIDA, F. C. de. Do saber intelectual ao conhecimento ação. Disponível em: <http://www.hottopos.com/convenit4/fernalme.htm>. Acesso em: 22 de mar. 2001.

    BARROSO, A. C. de O., GOMES, E. B. P. "Tentando entender a gestão do conhecimento". Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v.22, n.2, p.147-70, mar./abr. 1999.

    BEUREN, I. M. Gerenciamento da informação: um recurso estratégico no processo de gestão empresarial. São Paulo: Editora Atlas, 1998.

    BIO, S. R. Sistemas de informação: um enfoque gerencial. São Paulo: Atlas, 1996. 183p.

    BORGES, M. E. N. "A informação como recurso gerencial das organizações na sociedade do conhecimento". Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.2, p.181-188, maio/ago. 1995.

    ________, CARVALHO, N. G. de M. "Produtos e serviços de informação para negócios no Brasil: características". Ciência da Informação, Brasília, v.27, n.1, p.76-81, jan./abr. 1998.

    BRAGA, A. "A gestão da informação". Millenium Internet, Viseu, n.19, jun. 2000. Disponível em: <http://www.ipv.pt/millenium/19_arq1.htm>. Acesso em: 15 de mar. 2001.

    CANONGIA, C. "Sistema de inteligência: uso da informação para dinamização, inovação e competitividade". In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL, INFORMAÇÃO E ÉTICA, 1, 1998, Florianópolis, Anais eletrônicos... Florianópolis: UFSC, 1998. Disponível em: <http://www.ciberetica.iaccess.com.br/anais/doc/claudiacanongia.doc>. Acesso em: 08 de mar. 2001.

    COSTA, M. D., SILVA, I. A. da. "Inteligência competitiva: uma abordagem sobre a coleta de informações publicadas". Informação&Sociedade, João Pessoa, v.9, n.1, 1999. Disponível em: <http://www.informaçãoesociedade.ufpb/919901.html>. Acesso em: 08 de mar. 2001.

    COUTINHO, L., FERRAZ, J. C. (Coord.). Estudo da competitividade da indústria brasileira.  3.ed. Campinas: Papirus ; Editora da UNICAMP, 1995. 510p.

    CUBILLO, J. "La inteligencia empresarial en las pequeñas y medianas empresas competitivas de América Latina: algunas reflexiones". Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.3, p.235-242, set./dez. 1997.

    DAVENPORT, T., PRUSAK, L. Conhecimento empresarial. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 237p.

    ________, ________. Ecologia da informação: por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316p.

    DRUCKER, P. "As informações de que os executivos necessitam hoje". In: Administrando tempos de grandes mudanças. São Paulo: Pioneira, 1995. p.75-89

    FROTA, M. N., FROTA, M. H. A. Acesso à informação: estratégia para a competitividade. Brasília: CNPq/IBICT, FBB, 1994. 188p.

    JANUZZI, C. A. S. C., MONTALLI, K. M. L. "Informação tecnológica e para negócios no Brasil: introdução a uma discussão conceitual". Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.1, p.28-36, jan./abr. 1999.

    KRUGLIANSKAS, I. Tornando a pequena e média empresa competitiva. São Paulo: IEG, 1996. 152p.

    LASTRES, H. M. M., ALBAGLI, S. (Org.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 318p.

    LESCA, H., ALMEIDA, F. C. "Administração estratégica da informação". Revista de Administração, São Paulo, b.29, n.3, p.66-75, jul./set. 1994.

    LESCA, H., FREITAS, H. CUNHA JR., M. V. M. da. "Como dar senso útil às informações dispersas e ações dos dirigentes: o problema crucial da inteligência competitiva através da construção de um "PUZZLE" ('quebra-cabeça')(r)". Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, v.2, n.2, edição n.3. Disponível em: <http://read.adm.ufrgs.br/read03/artigo/freitas.htm>. Acesso em: 14 de mar. 2001.

    MACHADO NETO, N. R. "Gestão de conhecimento como diferencial competitivo". SEMINÁRIO GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO NO SETOR PÚBLICO E PRIVADO, 4, 1998, Brasília. Anais... Brasília: Linker, 1998.

    MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1999. 206p.

    MIRANDA, R. C. da R. "O uso da informação na formulação de ações estratégicas pelas empresas". Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999.

    MONTALLI, K. M. L., CAMPELLO, B. dos S. "Fontes de informação sobre companhias e produtos industriais: uma revisão de literatura". Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.3, p.321-326, set./dez. 1997.

    NONAKA, I., TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

    PETRINI, M. "Sistemas de informações, inteligência e criatividade". READ - Revista Eletrônica de Administração, Porto Alegre, v.4, n.1, jul. 1998. Disponível em: <http://read.adm.ufrgs.br/read08/artigo/maira.htm.>. Acesso em: 14 de mar. 2001.

    PONJUÁN DANTE, G. Gestión de información en las organizaciones: principios, conceptos y aplicaciones. Santiago: CECAPI, 1998. 222p.

    PORTER, M. E. A vantagem competitiva das nações. Rio de Janeiro : Campus, 1993. 897p.

    POZZEBON, M., FREITAS, H. M. R. de, PETRINI, M. "Pela integração da inteligência competitiva nos Enterprise Information System (EIS)". Ciência da Informação, Brasília, v.26, n.3, p.243-254, set./dez. 1997.

    SANTOS, R. N. M. dos. "Sistemas de informações estratégicas para a vitalidade da empresa". Ciência da Informação, Brasília, v.25, n.1, p.12-14, jan./abr. 1996.

    SETZER, V. W. "Dado, informação, conhecimento e competência". DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, n.0, dez. 1999. Disponível em: <http://www.dgz.org.br/dez99/Art_01.htm>. Acesso em: 15 de mar. 2001.

    SILVA, E. O. "Enfoque conceptual de la inteligencia organizacional en algunas fuentes de información. Aplicación en la industria biofarmacéutica". Ciencias de la Información, Habana, Cuba, v.29, n.4, p.35-46, dic. 1998.

    ________. "La inteligencia organizacional en la industria biofarmacéutica". Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.1, p.59-66, jan./abr. 1999.

    STEWART, T. A. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998.

    TARAPANOFF, K. et al. "Sociedade da informação e inteligência em unidades de informação". Ciência da Informação, Brasília, v.29, n.3, p.91-100, set./dez. 2000.

    TERRA, J. C. C. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial. São Paulo: Negócio Editora, 2000. 283p.

    VALENTIM, M. L. P. O custo da informação tecnológica. São Paulo: Polis; APB, 1997. 91p. Coleção Palavra-Chave, 8)

    ________. "O mercado de informação brasileiro". Informação&Informação, Londrina, v.5, n.1, p.35-42, jan./jun. 2000.

    XAVIER, R. de A. P. Capital intelectual: administração do conhecimento como recurso estratégico para profissionais e empresas. São Paulo: STS, 1998. 126p.

    WHITELEY, R. A empresa totalmente voltada para o cliente. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 263p.

    WURMAN, R. S. Ansiedade de informação: como transformar informação em compreensão. 5.ed. São Paulo: Cultura Editores, 1995. 380p.

    Sobre a autora / About the Author:
    Marta Lígia Pomim Valentim
    valentim@uel.br
    Doutora em Ciência da Informação e Documentação pela ECA/USP
    Professora da Universidade Estadual de Londrina
    Rua Euclides da Cunha, 491
    86070-500 - Londrina - PR
    Tel.: (0-xx-43) 327-2684

    Garantindo o Sucesso do BI

    Garantindo o Sucesso do BI

    Caros colegas do iMasters. Antes de falar um pouco mais sobre Business Intelligence, gostaria de voltar no tempo, e relembrar alguns conceitos sobre a "Teoria dos Negócios" de Peter Druker. Achei oportuno mencionar algumas de suas experiências que revolucionaram o mundo dos negócios, por que muitas delas se aplicam ao nosso dia-a-dia.

    Peter F. Drucker (1909-2005) nasceu em Viena em 1909, lecionou na Universidade de Nova Iorque, foi professor da Claremont Graduate School, na Califórnia, desde 1971. Foi autor de muitos livros publicados sobre gestão, economia e análise social, sendo considerado por muitos como o pai da gestão. Quase tudo o que os executivos fazem, pensam ou enfrentam já foi estudado por Peter Drucker.

    Em mais de 30 artigos dedicados para a revista Harvard Business Review, Peter Drucker incentivava sempre seus leitores a empreender a dura tarefa de refletir, sem deixar é claro, de agir com determinação.

    Druker viveu boa parte da vida na era da informação. Sua obra, porém, trazia muito mais reflexão do que dados. Em dezenas de ensaios incisivos para a Harvard Business Review e outras publicações, explorou os desafios e oportunidades diante do executivo.

    Suas idéias expostas em seus artigos pouco tinha a ver com fatos isolados ou pouco conhecidos. Ao contrário, abordava noções comuns sobre a empresa e o indivíduo. Analisou a fundo o fenômeno do trabalho do conhecimento, e a crescente importância de gente que usa a mente em vez do braço, e explicou como tal trabalho se afastava da tese reinante sobre o funcionamento de uma organização.

    Druker achava fascinante que certos indivíduos soubessem mais sobre certos temas do que chefes ou colegas, mas ainda assim tivessem de cooperar com outros indivíduos numa grande organização.

    Com o amadurecimento do mundo dos negócios na segunda metade do século 20, o executivo passou a julgar que sabia como tocar a empresa, e Drucker assumiu para si a tarefa de desconstruir tal crença, para impedir uma postura acomodada.

    Teoria dos Negócios, a chave de um BI eficaz

    Convido-os agora a refletir sobre este trecho publicado em setembro-outubro de 1994 onde Peter Drucker fala um pouco sobre a Teoria dos Negócios. Depois pretendo fazer algumas analogias com Business Intelligence.

    "A raiz de praticamente todas as crises empresariais não está no fato de que as coisas são malfeitas. E sequer de que a coisa errada esteja sendo feita. Na maioria dos casos a coisa certa é feita - mas de modo infrutífero. Qual a razão do aparente paradoxo? (...) . Falo das noções que determinam o comportamento da organização, ditam as decisões sobre o que ou não fazer e definem o que ela considera significante em termos de resultados. São noções sobre o mercado. Noções sobre a identificação de clientes e concorrentes, sobre seus valores e comportamento. São noções sobre a tecnologia e sua dinâmica, sobre pontos fortes e fracos da empresa. São noções sobre aquilo que a empresa faz para ganhar dinheiro. São o que chamo de teoria do negócio (...)."

    Notem que Drucker já salientava o fato crucial da organização em tomar decisões corretas e que a conduzissem por caminhos seguros e rentáveis.

    Caros amigos forenses, no mundo dos negócios não existe mágica, ou a coisa dá certo ou não. Uma empresa só dá resultados se tiver lucro. E o BI vem ganhando força no mercado, porque as empresas precisam cada vez mais de sistemas de suporte à decisão que digam a elas os passos a serem tomados num mercado cada vez mais globalizado.

    Num projeto de BI a informação disponibilizada precisa ser confiável e estar acessível quando os usuários precisarem dela, caso contrário levará o usuário à desconfianças, descrenças e abandono do sistema. Precisa ser única e uniforme, ou seja, os dados precisam refletir de forma simplificada, as atividades da empresa, seu desempenho, potenciais riscos ou desvios, para que seus gestores tomem decisões com base nestas informações.

    Quality Assurence ou Qualidade dos Dados

    Sabemos que a informática é uma ciência exata, sendo assim não existem margens para erros, principalmente em um BI. Um de seus conceitos básicos, é que ela possui métricas e unidades de medida que padronizam seus campos de atuação. Da mesma forma o BI trabalha em cima de métricas e precisam passar o sentido de exatidão.

    Para assegurar a qualidade dos dados e aumentar a confiança dos números, todo BI precisa ter um mecanismo chamado Qualidade de Dados. Quase todo BI necessita de Data Warehouses ou Data Marts (Repositórios de Dados). Estes por sua vez possuem rotinas de Extração, Transformação e Carga dos Dados (ETL) que trazem as informações de ambientes externos, fazendo tratamentos, agregações ou sumarizações, permitindo que o DW ou o Data Mart tenham dados íntegros e históricos.

    Sem um sistema de Qualidade de Dados, os riscos de carregarmos dados errados nestas bases são enormes, por que muito embora, um sistema de BI depois de implantado tende a permanecer estável, os sistemas transacionais e externos que alimentam o DW podem sofrer alterações ao longo do tempo, seja através de cálculos ou regras de negócio.

    Esta é uma característica destes sistemas, e como o BI é sempre dependente destas informações, se não tivermos algum mecanismo de defesa, vamos estar carregando verdadeiras massas de lixo para dentro destas bases. E dependendo do tempo e da quantidade de informações carregadas com problema, teremos que despender um tempo considerável de ajustes e reprocessamento deste dados, sem contar com a dor de cabeça. Os critérios de tratamento destes processos de Qualidade de Dados podem variar muito, e alguns tipos de erro podem ser tratados como "warnings", remoção do dado, ou em casos extremos, a paralisação da carga. O objetivo destes procedimentos são eliminar os problemas antes que eles sejam carregados no Data Warehouse ou Data Mart.

    Não vejo como implementar um sistema de BI ou mesmo um DW ou DM, sem antes ter esta preocupação com a Qualidade dos Dados, mas acreditem, este ainda é um sério problema enfrentado pela área de TI (Tecnologia da Informação).

    Verdades e Mitos sobre Business Intelligence

    Drucker salientou que as ferramentas de análise do negócio, não devem ser nossa maior preocupação, mas sim os conceitos que estão por trás delas. Ele fala ainda que conceitos e ferramentas, como a história não cansa de mostrar, são interdependentes e interativas. Um muda o outro. É isso que ocorre hoje com o conceito que chamamos de empresa e a ferramenta que chamamos de informação.

    Com frequencia recebo email-s de pessoas interessadas em se tornarem profissionais de BI, querendo saber qual a melhor ferramenta, melhor literatura etc. Tudo o que vocês puderem ler, testar e avaliar sobre as soluções que o mercado oferece, antes de tomarem uma decisão, ou de indicarem para alguém, é valido. Hoje em dia existe uma infinidade de soluções, com preços e promessas das mais variadas. Mas o importante como disse é pesquisar e ler muito, antes de tomar uma decisão precipitada.

    Pessoalmente prefiro seguir os conselhos de Druker, e não me prender a nenhuma ferramenta, e antes disso, entender bem o conceito que está por trás do BI. Existirão situações em que teremos de participar de projetos onde o cliente é quem vai escolher o que melhor se ajusta às suas necessidades, e se nossa especialização não atende suas necessidades, estaremos fora do projeto.

    Os 10 Mandamentos do Consultor de BI

    Talvez você já tenha passado por alguma experiência como as que menciono abaixo e sabe melhor do que eu, que uma decisão errada num projeto pode ter consequências imprevisíveis. Falo isto por mim mesmo, porque já passei por algumas delas, por isso, sempre é bom relembrar :

    1. Entenda perfeitamente o que o cliente está pedindo, o que ele está querendo e o que

    ele está precisando :

    • Nem sempre o cliente sabe pedir o que ele está querendo;
    • Nem sempre o que o cliente está querendo é o que ele precisa;
    • Nem sempre o que ele está pedindo, ou querendo ou precisando é o que ele está disposto a contratar;
    • Por isto, o briefing é o momento em que devemos gastar o maior tempo com o cliente;
    • Converse, pergunte, sinta.

    2. Explique para o cliente exatamente o que e como será feito, quando e por quanto;

    3. Procure superar sempre as expectativas do cliente;

    4. Procure poupar o cliente e tenha em mente que ele nos contratou para ter soluções;

    5. Antecipe-se aos atrasos;

    6. Nunca queime etapas, o preço poderá ser caro para você e toda a equipe;

    7. Saiba que por trás do negócio tem uma variável imprevisível chamada Tecnologia :

    • Nada é extremamente fácil;
    • Nada é extremamente difícil;
    • Consulte sempre o gestor do projeto, antes de decidir algo por você mesmo;
    • Não queira ser o "herói";
    • Evite aquelas frases "Deixa comigo, que eu resolvo".

    8. Procure não esconder nada, nem empurrar a sujeira para "debaixo do tapete"

    • Seja sincero, se tiver que dar uma notícia ruim, faça-o assim mesmo. Mas tenha sempre em mente o "porque" e como você irá "superar o problema"
    • Lembre-se que às vezes o "bom" é melhor do que o "ótimo"

    9. Na dúvida pergunte sempre:

    • Não faça nada por indução ou "achismo";
    • Lembre-se que você tem um cronograma a seguir e retrabalho significa atrasos;
    • Tenha em mente esta frase de Peter Druker : "Meu maior poder como consultor é ser ignorante e fazer

      algumas perguntas."

    10.Você é único, mas não é o único.

    • Fique atento à sua apresentação e postura;.
    • Todos estão sentindo, ouvindo e vendo o que você está fazendo.
    O que pode dar errado num projeto de BI

    Muitos fatores podem contribuir para que um projeto de BI fracasse. Entre eles alguns bem simples, como conversar com pessoas erradas, ou com usuários que não sabem definir exatamente o que precisam, pode ser fatal na fase de elaboração e desenvolvimento de um projeto de DW, resultando na construção de um amontoado de dados estáticos e inúteis.

    Outra etapa bastante crítica de um projeto de DW é a de ETL (Extração, Tratamento e Carga dos Dados), pois se uma informação é carregada de forma equivocada trará conseqüências imprevisíveis nas fases posteriores. É nessa fase que é feita a integração das informações que vêm de fontes múltiplas e complexas. A utilização de ferramentas de back end (ETL) adquiridas no mercado ou desenvolvidas internamente, agiliza os processos e minimiza eventuais prejuízos advindos de experiências do tipo "tentativa e erro", além de reduzir o tempo de realização desta etapa que geralmente costuma ser subestimada pelos projetistas e que varia de sete meses a um ano.

    Outro ponto fundamental é saber alinhar o projeto de BI ao de Knowledge Management (Gestão do Conhecimento). O conhecimento organizacional está embebido não só em dados e documentos, mas também em práticas e processos. O Business Intelligence é entendido como a transformação dos dados brutos em informação e, depois, em conhecimento.

    É um contínuo que facilita a extração da informação útil a partir dos dados empresariais e, por isso mesmo, é um componente chave dos sistemas de gestão do conhecimento. O BI é um alimentador do KM e não pode estar dissociado dessa lógica. O ideal é que a corporação preveja isso quando fizer o desenho da arquitetura de seus sistemas, mesmo se a sua implementação efetiva for retardada em alguns anos.

    O Planejamento da Informação também é outro fator de peso e sem ele podemos ter problemas no momento de organizar os dados coletados. Os sistemas de informação são peças fundamentais, na medida em que são geradores dos dados e também o meio pelo qual estes trafegam e, portanto, precisam ser avaliados antes de se partir para a implementação de um projeto de BI.

    São os dados captados nesses sistemas que irão alimentar o Data Warehouse ou o Data Mart (Repositórios de Dados). Para isso pode ser feito um Planejamento Estratégico da Informação (PEI), que deverá ficar a cargo da área de administração de dados.

    O departamento de informática, nesse caso, atuará apenas como um provedor de serviços e soluções. Para que o PEI tenha sucesso é necessário que seja conduzido por um sponsor. Esse "patrocinador" do projeto deve ser um profissional com passe livre em todas as áreas da empresa, inclusive na alta gerência, e que saiba tudo o que ocorre dentro da corporação. Ele deve ter uma visão clara do negócio, conhecer o mercado de atuação da empresa e saber traduzir todos esses requisitos para o pessoal da área de informática.

    O Planejamento Estratégico da Informação deve estar alinhado ao Planejamento Estratégico Corporativo. Seu desenvolvimento requer o emprego de uma metodologia flexível para que possa suportar possíveis mudanças de rumo ou correções, sem perder seu foco principal.

    Esta metodologia compreende quatro etapas principais. A primeira delas visa realizar um levantamento genérico e básico sobre a empresa e sobre a cultura da empresa em termos de sistemas. O segundo passo é fazer um levantamento e análise dos sistemas existentes, verificando sua performance, funções exercidas, volumes de dados gerados, características dos processamentos, entre outras questões.

    É nessa fase que são avaliados os sistemas de forma quantitativa (volume, recursos e custos) e qualitativa (atendimento das necessidades dos usuários, controle interno e eficiência). Na terceira etapa é feita a apuração e avaliação da qualidade dos dados existentes. E finalmente, é desenvolvido um modelo global do sistema de informação vigente, salientando pontos fracos e fortes, e identificando as oportunidades e ameaças existentes no ambiente de TI.

    Além destes pontos levantados, podemos listar mais alguns erros clássicos que vocês já devem ter vivenciado ou ouvido falar :

    1) Querer economizar no projeto contratando mão de obra barata;

    2) Começar o projeto sem o envolvimento da diretoria;

    3) O projeto não ter foco no negócio da empresa;

    4) Não ter um gestor que divulgue o BI na empresa;

    5) Não ter um administrador de BI na empresa;

    6) Começar o projeto sem ouvir os usuários;

    7) Criar expectativas que não poderão ser cumpridas;

    8) Não dar um treinamento adequado aos usuários sobre o que é um BI e o que ele pode oferecer;

    9) Ter resistências ou não aceitação do projeto pelos usuários;

    10) Não ter documentação do Sistema ou das Regras de Negócio;

    11) Ter falhas na Modelagem dos Dados;

    12) Acreditar nas promessas de performance, capacidade e escalabilidade dos

    Fornecedores;

    13) Acreditar que quando o BI estiver rodando, os problemas estarão terminados;

    14) Achar que BI é um Sistema Operacional;

    15) Não ter um controle de Qualidade dos Dados para o BI.

    Com esse Raio-X do seu BI, será possível verificar se haverá necessidade de remodelar seus processos ou apenas fazer alguns ajustes para que os sistemas se enquadrem no seu projeto de BI.

    Abraços a todos

    Fontes Consultadas

    Next Generation Center

    Carlos Barbieri, consultor de empresas, diretor da Carlos Barbieri & Consultores Associados, com

    especialização em BI e CMM, professor de cursos de pós-graduação da FUMEC - Fundação Mineira de

    Cultura e da UNIBH, e articulista do Computerworld.

    Referências para Estudo

    DRUKER, PETER. Peter Drucker na Prática. Editora Campus, 2004

    DRUKER, PETER. Administrando em Tempos de Mudança, Editora Thomson Learning, 1995

    CARVALHO, R.B. Tecnologia da Informação aplicada à gestão do conhecimento. Belo Horizonte: Editora Arte,2003.

    DAVENPORT, T.H.;PRUSSAK, L. Conhecimento Empresarial, como as empresas gerencial seu capital intelectual. 5 edição. Rio de Janeiro: Campos, 1988

    HAN, J., KAMBER, M. Data Mining: Concepts and Techniques. Morgan Kaufmann Publishers, 2001.

    BARBIERI, CARLOS - BI - Business Intelligence - Modelagem & Tecnologia - Axcel Books - 2001

    SERRA, LAÉRCIO. A Essência do Business Intelligence - São Paulo, Berkeley, 2002

    BOAR, BERNARD - Tecnologia da Informação. A Arte do Planejamento Estratégico, São Paulo, Berkeley, 2002

    Sugiro ainda uma visita ao link abaixo que além de livros e revistas, indicações de artigos, referências on-line, além estudos de caso, fóruns de discussão e muito mais.

    http://www.cni.org.br/links/links-at-gestaoconhecimento.htm

    O BI na medida certa

    O BI na medida certa

    Cada vez mais, as empresas necessitam, em tempo real, da informação para basear suas decisões. A noção de informação como um elemento estratégico para toda e qualquer companhia tem tido mais reconhecimento a cada dia. Assim, o valor estratégico da informação tem levado os gerentes mais experientes a implementarem sistemas de BI e incorporá-los aos projetos-chaves das companhias para a otimização de seus negócios e para trazer benefícios aos processos de produção.

    De uma forma abreviada, o BI se resume como sendo os mecanismos que fazem chegar a informação certa, às pessoas certas e na hora certa.

    Para reforçar a idéia que o BI é cada vez mais indispensável dentro das empresas, permitam-me lançar mão de um exemplo do nosso dia-a-dia. A maioria das pessoas no mundo todo são apaixonadas por automóveis. Temos modelos, marcas e preços dos mais variados. Todos possuem algo em comum, que é vital a meu ver em termos de segurança e direção:

    Os espelhos retrovisores.

    Vocês já tentaram dirigir alguma vez sem algum deles? Isto pode ser uma verdadeira aventura, e é claro um perigo para os outros motoristas.

    • Nossos movimentos tornam-se lentos
    • Ficamos preocupados a todo o momento com os outros carros a nossa volta
    • Ficamos confusos e indecisos

    Trazendo este exemplo para o mundo dos negócios, não é muito diferente. Um BI pode ser tão importante na sua empresa como os espelhos retrovisores do seu carro, e seguramente, podemos compará-lo aos indicadores de performance que fazem parte desta solução.

    Um piloto de Fórmula-1 precisa estar atento ao que acontece à sua volta, e sempre de olho no espelho retrovisor e no restante dos equipamentos, para não ser ultrapassado por seus concorrentes. Da mesma forma que um executivo precisa de métricas e unidades de medida para basear suas decisões. Sem esses recursos seus movimentos também se tornam lentos na tomada de decisão, e mais cedo ou mais tarde verá seu concorrente ultrapassá-lo.

    Desmistificando o BI

    O mercado de Inteligência Competitiva conta hoje com uma variedade muito grande de produtos e fornecedores. As características de cada solução vão depender da necessidade de cada empresa. Por isso é muito importante saber avaliar cada uma delas e o que se propõe.

    Existem também alguns conceitos sobre BI que ainda são mal interpretados ou não considerados por muitos executivos, e que eu gostaria de estar abordando neste momento:

    BI é sempre aplicável

    O conceito de BI é válido para qualquer organização, embora seus benefícios sejam mais facilmente assimilados pelas grandes empresas. Todas precisam ser geridas, necessitam de indicadores de desempenho e informação para basear as decisões.

    BI é um ciclo contínuo

    Um BI deve ser um ciclo contínuo de melhoria. É um erro pensar que um BI termina com sua implantação. Será preciso formar um time com conhecimento interno, capaz de coletar, filtrar e organizar as fontes de dados de forma equilibrada, e promover sempre uma melhoria na apresentação das informações.

    Cultura atrapalha a implementação

    Existem muitas empresas que resistem às mudanças e justificam a fuga do investimento em BI por questões de dimensão:

    • Volume de negócios
    • Número de empregados
    • Número de clientes
    • Quantidade de produtos no mercado
    • Exigências regulamentares
    • Dependência dos processos arcaicos
    • Receio de trabalhar de forma aberta e pró-ativa

    Lamentavelmente, algumas empresas que já investiram somas consideráveis em seus projetos de Business Intelligence permanecem utilizando seus benefícios puramente no âmbito tático e operacional, deixando de conectá-los ao planejamento estratégico da empresa.

    Levantamento dos Dados

    O profissional responsável pelo levantamento inicial dos dados necessita da colaboração das áreas de negócio, para que todos tenham uma participação efetiva e um maior comprometimento na hora de repassar as informações. Se verdades forem omitidas ou transmitidas equivocadamente, o resultado final poderá ser desastroso, e talvez o BI tenha de ser refeito futuramente, pois não atenderá as necessidades previstas inicialmente.

    O BI deve adaptar-se à Infra-Estrutura e não ser intrusivo

    A eficiência do BI depende fundamentalmente de uma infra-estrutura padronizada e consolidada dos sistemas de informação. Porém deverá adaptar-se ao ambiente operacional já existente e não ser intrusivo, de forma a rentabilizar ao máximo os ativos de informação já existentes.

    O ambiente tecnológico é definido em função das políticas de infra-estrutura das organizações, e não em função das ferramentas de BI, pois só assim se consegue uma solução com performance ao mais baixo custo.

    O problema do curto prazo

    Atualmente existe uma cultura de ansiedade por todo o país. Muitas empresas adotaram uma política de implantação rápida de sistemas de informação. E parece que a tendência em investir em projetos de curto prazo está se tornando cada vez mais comum. Sabemos que em parte a cautela se justifica. Após a ressaca dos investimentos em grandes projetos de ERP na década de 90, poucas empresas estão dispostas a movimentos mais ousados. Muitas vezes os próprios CIOs preferem uma administração mais conservadora, do que arriscarem-se em projetos que exijam mais fôlego e caixa para alguns anos. Porém a implementação dos sistemas de ERP tem sido um dos principais impulsionadores de demandas por BI. As empresas estão percebendo que mesmo após investir alto em ERP, continuam sem as informações estratégicas que precisam, contando apenas com informações isoladas dentro da empresa.

    Por onde começar um BI?

    Em toda companhia há um "conjunto de dados mestres", que são tidos com os mais importantes para o negócio. Contudo, a proliferação de aplicações corporativas e a abordagem de desenvolvimento isolado de sistemas de informação fazem com que ocorra uma fragmentação desses dados mestres. Como conseqüência, o acesso aos dados torna-se lento e de difícil entendimento. Geralmente começamos um BI, pelos sistemas mais expressivos e críticos da empresa, por exemplo: Sistemas de Planejamento Orçamentário, por que muitas empresas ainda realizam o planejamento com base em planilhas Excel. Outra sugestão é começar pela área de vendas, marketing e finanças que costumam serem os patrocinadores mais fortes das iniciativas de BI.

    Definição dos objetivos do negócio

    Não basta querer que uma solução de BI seja implementada com sucesso, é preciso formular algumas questões iniciais voltadas aos objetivos do negócio da empresa e ao que se propõe do tipo:

    • O que se pretende alcançar com a solução?
    • O resultado final está alinhado ao negócio da empresa?
    • Quais os fatores de risco do investimento?
    • Quais os pontos fortes e fracos?
    • Qual a tecnologia necessária?

    Alinhamento ao Planejamento Estratégico

    Estudos recentes indicam que há um crescente distanciamento entre a visão estratégica de executivos e o restante da organização. A estratégia corporativa é, quase sempre, mal repassada enquanto percorre o caminho vertical da organização. As soluções de BI tendem a eliminar este GAP, criando uma mensagem estratégica comum, alinhando à estratégia geral da companhia.

    É preciso entender que Business Intelligence é um projeto de negócios e por isso deve estar alinhado à estratégia global da corporação. O Planejamento Estratégico Corporativo precisa também estar alinhado ao Planejamento Estratégico da Informação (PEI). Seu desenvolvimento requer o emprego de uma metodologia flexível para que possa suportar possíveis mudanças de rumo ou correções, sem perder seu foco principal.

    Também é necessário que seja conduzido por um "Sponsor" ou Patrocinador. Ele deve ser um profissional com passe livre em toda a empresa, inclusive na alta gerência, e que saiba tudo o que ocorre dentro da corporação. Sua visão deve ser clara do negócio, e saber traduzir isto para o pessoal da área de informática.

    Disseminação do BI na empresa

    Business Intelligence só faz sentido se os profissionais que irão trabalhar diretamente com os dados souberem tirarem todo o proveito da solução, e não apenas para resolver questões pontuais.

    É fundamental que as áreas usuárias participem do projeto desde a fase de planejamento até a implementação efetiva das soluções.

    Também é preciso saber escolher o gestor do projeto, bem como formar a equipe que irá trabalhar diretamente na implementação, a qual deve ser formada por profissionais que tenham a visão de negócio.

    Os usuários finais também precisam ser treinados e capacitados para saberem lidar com as novas ferramentas. Eles devem deixar de serem meros preparadores de dados, para serem analistas das informações. Precisam saber analisar os dados no contexto da companhia e com isso, passam a obter seus benefícios imediatamente. Somente assim o usuário perceberá a importância do BI, e com isso passará a cooperar com a própria manutenção e qualidade dos dados.

    E ainda :

    • Obter um consenso em relação à solução que o BI se propõe a atingir
    • Identificar e alinhar as iniciativas ao modelo existente
    • Realizar revisões periódicas e sistemáticas
    • Obter feedback para aprofundar o conhecimento e aperfeiçoar a solução

    Para finalizar, devemos reconhecer que a implementação de um BI, bem como o estabelecimento de metas e métricas, pode ser uma experiência desafiadora para uma empresa, mas certamente será um apoio inestimável para aquelas que buscam alavancar seus negócios e tornarem-se mais competitivas.

    Abraços a todos e até a próxima

    Todos os artigos de João Sidemar Serain

    Por que Business Intelligence?

    Por que Business Intelligence?

    O grande desafio de todo indivíduo que gerencia qualquer processo é a análise dos fatos relacionados a seu dever. Esta análise deve ser feita de modo que, com as ferramentas e dados disponíveis, o gerente possa detectar tendências e tomar decisões eficientes e no tempo correto. Com essa necessidade surgiu então o conceito de Business Intelligence.

    Há milhares de anos atrás, Fenícios, Persas, Egípcios e outros Orientais já faziam, a seu modo, Business Intelligence, ou seja, cruzavam informações provenientes da natureza, tais como comportamento das marés, períodos de seca e de chuvas, posição dos astros, para tomar decisões que permitissem a melhoria de vida de suas comunidades.

    A história do Business Intelligence que conhecemos hoje, começa na década de 70, quando alguns produtos de BI foram disponibilizados para os analistas de negócio. O grande problema era que esses produtos exigiam intensa e exaustiva programação, não disponibilizavam informação em tempo hábil nem de forma flexível, e além de tudo tinham alto custo de implantação.

    Com o surgimento dos bancos de dados relacionais, dos PC's e das interfaces gráficas como o Windows, aliados ao aumento da complexidade dos negócios, começaram a surgir os primeiros produtos realmente direcionados aos analistas de negócios, que possibilitavam rapidez e uma maior flexibilidade de análise.

    Os sistemas de BI atuais têm como características:

    • Extrair e integrar dados de múltiplas fontes
    • Fazer uso da experiência
    • Analisar dados contextualizados
    • Trabalhar com hipóteses
    • Procurar relações de causa e efeito
    • Transformar os registros obtidos em informação útil para o conhecimento empresarial

    Às vezes fico imaginando como seria, alguns anos atrás, a difícil tarefa de alguns executivos tomarem uma decisão que poderia mudar os rumos da organização, tendo como base um curto espaço de tempo e uma enorme variedade de informações. Neste período, o BI (Business Intelligence) era tratado como um luxo dentro das empresas e a solução que ele prometia muitas vezes era vista com desconfiança. Mas o tempo passou; as empresas, os processos e os sistemas evoluíram. Como consequência, o BI também evoluiu, perante as exigências da globalização e da economia.

    Hoje as ferramentas de BI são a "chave-mestra" em qualquer companhia. Se há dez anos as empresas apostavam em aquisições para alavancar seu crescimento, hoje nota-se uma tendência para o crescimento organizacional com base no negócio, algo que só é possível com essas ferramentas. As empresas procuram cada vez mais responder às necessidades dos clientes sem serem intrusivas. Com isso, gerou-se uma cadeia de valores muito forte que impulsionou os negócios.

    Neste caso, mais uma vez o mercado ditou as regras. Tornou-se essencial a existência de um sistema confiável, simples e acessível para a análise das informações. A quantidade de conhecimento precisou ser ajustada inversamente à quantidade das informação para análises, e neste contexto o BI tem se dado muito bem.

    Hoje em dia é muito difícil para uma empresa conseguir sobreviver sem alguma ferramenta de BI. Elas necessitam mais do que nunca de um sistema de suporte à decisão eficaz e relevante, que tenha condições de gerir uma unidade de negócio de forma continuada para quase todos os níveis ou áreas da empresa. Por isso, para alguns setores como telecomunicações, bancos, seguros, cartões de crédito ou outro tipo de negócio que envolva um volume muito grande de informação, o uso destas soluções em BI torna-se cada vez mais essencial para sua sobrevivência no mercado.

    As vantagens que advêm da utilização desta soluções têm a ver com o acesso a informação de qualidade que permita que as empresas conheçam melhor a sua realidade, quer seja interna, quer seja voltada para o exterior, permitindo-lhes obter indicadores preciosos para melhorar o desempenho da sua atuação e a inovação tão necessária ao seu crescimento.

    Costumo sempre fazer uma análogia para as pessoas que me perguntam sobre a diferença de um sistema de informação convencional e um BI. Digo que um sistema do tipo transacional é como um restaurante, onde o garçom lhe traz um cardápio e você precisa escolher um prato que já está pronto. Já num sistema self-service (BI), você pode optar por escolher o que lhe agrada e na quantidade desejada.

    Vejamos agora o lado do cliente. Ninguém gosta de ser incomodado por vendedores que tentam empurrar um produto que não lhe interessa. No entanto, se alguém nos aborda no momento exato em que procuramos um produto ou um serviço, com certeza vamos agradecer. Então, num mercado onde temos uma extrema competitividade, estar no lugar certo e no momento certo é fundamental para o sucesso de uma empresa - e o BI vem para suprir esta deficiência.

    Os ganhos na utilização destas ferramentas são enormes, pois os usuários contam com uma maior rapidez no acesso às informações, na automatização de processos de reporting e na descentralização do acesso à informação. Mas uma das maiores vantagens é a existência da uniformização da informação, permitindo uma verdade única dentro da organização, garantindo assim que todos trabalhem com a mesma realidade.

    Temos ainda a possibilidade de poder ver de modo gráfico e simplificado a atividade da empresa, o seu desempenho, potenciais riscos ou desvios do planejado, bem como a capacidade de obter indicadores de gestão, são outras das grandes vantagens que estas soluções trazem às empresas. Existem ainda vantagens a curto prazo, tais como a detecção de fraudes, análise de impacto das decisões tomadas e informação que sustente correções imediatas.

    Muitos projetos de BI acabam mesmo antes de começarem, por questões de custos. Mas esta linha de pensamento por parte de alguns executivos é um erro, e em muitos casos o resultado é aquele que conhecemos: a solução mais barata funcionou por um período, mas não supriu as necessidades da empresa ao longo do tempo, e mais uma vez perdeu-se tempo e dinheiro.

    Minha recomendação neste sentido é olhar Business Intelligence não como um custo, mas como um investimento que pode dar bons frutos a médio e longo prazo.

    Abraços a todos e até a próxima

    Todos os artigos de João Sidemar Serain

    segunda-feira, 15 de junho de 2009

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    10 May 2009 8,474 views 36 Comments

    WP Greet Box icon

    X

    Hello there! If you are new here, you might want to subscribe to the RSS feed for updates on this topic.

    Powered by WP Greet Box

    5. MindRaider

    Link: http://mindraider.sourceforge.net/
    Platforms: Java - Win, Mac, Linux
    Cost: Free (Open Source)

    MindRaider is personal notebook and outliner. It aims to connect the tradition of outline editors with emerging technologies. MindRaider mission is to help you in organization of your knowledge and associated web, local and realworld resources in a way that enables quick navigation, concise representation and inferencing.

    See: http://mindraider.sourceforge.net/presentations.html

    4. Scan

    Link: http://scan.sourceforge.net/
    Platforms: Java - Win, Mac, Linux
    Cost: Free (Open Source)

    SCAN (Smart Content Aggregation and Navigation) is a personal semantic content manager for desktop users. It combines search, text analysis, tagging and metadata functions to provide new user experience of desktop navigation and personal document management.

    SCAN aims at problems of personal content organization and findability in information overload age.
    See: http://eric-blue.com/2008/05/18/document-management-systems-scan-smart-content-aggregation-and-navigation/

    3. Topicscape

    Link: http://www.topicscape.com/
    Platforms: Win
    Cost: $49.99 (Lite version) / $109.99 (Pro version)

    3D Topicscape is personal software designed to help you manage information in a unique way. It grew out of the mindmapping way of thinking but now makes information organizing a 3D activity available to everyone. Even if you’ve never heard of mindmapping you’ll quickly understand what its 3D landscapes are about and see how it helps you save time and find information quickly.

    It’s not just about organizing information more efficiently, though. Once you’ve used this, you’ll never want to go back to 2D:

    * You will see exciting new relationships between elements of your information that were there, but simply haven’t shown up before;
    * you will spot what you’re looking for by recognizing where you are for with the ’sense of place’ that we all use every day in our 3D world;
    * you can identify items more precisely from descriptions that you add yourself to files and topic. Searching can include these descriptions;
    * you can go inside the 3D cone of a topic and find the items relating to that topic (occurrences) that you’ve put there;
    * you can place the same item in several places, without the need to make copies or shortcuts and therefore find them more easily. How often have you puzzled where to put a document - being torn between two or more places where it seems to fit logically? Here now, is the answer.

    2. TheBrain (PersonalBrain)

    Link: http://www.thebrain.com/
    Platforms: Win, Mac, Linux
    Cost: Free, $149.95 (Core), $249.95 (Pro)

    PersonalBrain helps you organize all your Web pages, contacts, documents, emails and files in one place so that you can always find them - just like you think of them. This saves you time and makes your life easier! With PersonalBrain you can even find related items that you worked on, but forgot existed.

    * See relationships and connections between key concepts and ideas
    * Eliminate digging through files and folders to find what you need
    * Link all related information by topic, project, and idea
    * Quickly drag and drop files and Web pages into a single unified concept map

    1. MindManager

    Link: http://www.mindjet.com/
    Platforms: Web, Win, Mac
    Cost: $10/month/user (MindJet Connect - Web), $349 (MM8 Win), $129 (MM7 Mac)

    Mind maps created in MindManager are based on the mind mapping method by Tony Buzan. The latest version, MindManager 8, is available for Microsoft Windows only, though previous versions supported Mac OS X and files created in the most recent versions are compatible with both platforms. In 2008 Mindjet introduced Mindjet Connect, an online collaboration service with centralized storage, Instant Meeting, and communications features. Connect is accessible with MindManager 8 on Windows and via MindManager Web, a Flash-based client.

    Features include support for manual and automatic task management, filters, an open API, and RSS support. Maps can pull data from Microsoft Excel and Outlook, and can be exported to Word, PowerPoint, Visio and Project, as HTML web pages, as an embeddable Player, and as PDF documents.[1]

    Well, there you have it, my collection of unique and effective tools for visual knowledge management! I’ve picked these applications out of a huge list that I’ve researched over the last few years, however it is by no means comprehensive. Please feel free to comment and contribute with other recommended tools.

    Related Links

    * My Personal Memex - My own personal knowledge management project with a focus on visual presentation (tag clouds, embedded mindmaps, timeline browsing, etc.)

    * Mind-Mapping.org - An impressive and comprehensive collection of tools related to mind mapping, concept mapping, and information organization.

    Tools Recommended by Readers

    Updated: 06/12/09

    I’ve covered a lot of ground with the 15 tools listed here, but this is my no means a comprehensive list. Since I wrote the article I’ve had a number of comments and emails giving recommendations for some other interesting tools. I’ve decided to consolidate your feedback and maintain the list of other top tools here (given that they meet the criteria for visual knowledge management tools). Thanks for all of your feedback!

    Mind Mapping Tools

    * ConceptDraw - Mind Mapping application for Mac

    * FreeMind - Open source mind mapping application (Java)

    * Mind Mapper - Commercial mind mapping application for windows

    * MindMeister.com - Web-based mind mapping application

    * XMind - Open source mind mapping application with online sharing (Win, Mac, Linux)

    Misc.

    * amode (mindsystems) - Flexible visual information manager for Windows

    * Ceryl - Intriguing looking knowledge manager (looks similar to MindRaider). Note: no download available yet

    * ConnectedText - Personal wiki system with visual navigation for Windows

    * Curio - Visual thinking aid: notebook, whiteboard, sketchbook

    * Inspiration - Visual thinking and learning tool

    * TiddlyTagMindMap - Visual graph (mindmap) navigation on top of TiddlyWiki for personal knowledge management

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    10 May 2009 8,480 views 36 Comments

    WP Greet Box icon

    X

    Hello there! If you are new here, you might want to subscribe to the RSS feed for updates on this topic.

    Powered by WP Greet Box

    10. Pathway

    Links: http://pathway.screenager.be/features.html
    Platforms: Mac
    Cost: Free

    Pathway is a visual Wikipedia browser. It accomplishes this by presenting you with a graphical “network” representation of your visited article pages. A node represents an article, a connection between two nodes means, of course, that you’ve gone from the first article to the second one. You can save the network you’ve created to disk and recover it.
    This way, you’re able to keep track of everything: what you’ve looked at, how you got there and just how it all fits together.

    9. Axon Idea Processor

    Link: http://web.singnet.com.sg/~axon2000/index.htm
    Platforms: Win
    Cost: Free (Lite version) / $135 (Plus version)

    AXON Idea Processor is a Visualization Tool for Thinkers. The Axon Idea Processor provides a flexible and multi-dimensional environment that supports and empowers the thinking processes… Axon does not require you to learn or follow a set procedure, or restrict you to a hierarchical pattern of thoughts. Idea Processing is concerned with problems and solutions, questions and answers, unknowns and facts, unlike word processing which is concerned with formatting. An Idea Processor enables you to work at a higher conceptual level than a word processor.

    The Axon Idea Processor provides a flexible environment that supports and empowers the thinking processes. There are tools for organizing and sequencing ideas, tools for outlining and writing, prompting, tabulation, visualization, simulation, etc.

    8. Gnizr

    Link: http://code.google.com/p/gnizr/
    Platforms: Java - Win, Mac, Linux
    Cost: Free (Open Source)

    gnizr™ (gə-nīzər) is an open source application for social bookmarking and web mashup. It is easy to use gnizr to create a personalized del.icio.us-like portal for a group of friends and colleagues to store, classify, and share information, and mash-it-up with information about location.

    * Archive saved bookmarks and organize bookmarks using tags and folders.
    * Edit notes using WYSIWYG bookmark editor.
    * Assign geographical location values to bookmarks and view bookmarks on a map.
    * Define relationships between bookmark tags — broader, narrower and member-of.
    * Tag bookmarks using Machine Tags.
    * View bookmarks in Clustermap and Timeline.
    * Import new bookmarks from user-defined RSS subscriptions — RSS, Atom and GeoRSS.
    * Create new application behaviors using gnizr API. For example:
    o Add modules to support custom Machine Tags;
    o Add listeners to handle bookmark change events;
    o Develop custom RSS crawlers to perform automated bookmark imports; and
    o Create third-party mashups from data published by gnizr (RDF, RSS and JSON).

    7. CMap Tools

    Link: http://cmap.ihmc.us/conceptmap.html
    Platforms: Win, Mac, Linux
    Cost: Free

    The IHMC CmapTools program empowers users to construct, navigate, share and criticize knowledge models represented as concept maps. It allows users to, among many other features, construct their Cmaps in their personal computer, share them on servers (CmapServers) anywhere on the Internet, link their Cmaps to other Cmaps on servers, automatically create web pages of their concept maps on servers, edit their maps synchronously (at the same time) with other users on the Internet, and search the web for information relevant to a concept map.

    6. TreeSheets

    Link: http://treesheets.com/
    Platforms: Win
    Cost: Free

    The ultimate replacement for spreadsheets, mind mappers, outliners, PIMs, text editors and small databases.

    Suitable for any kind of data organization, such as Todo lists, calendars, project management, brainstorming, organizing ideas, planning, requirements gathering, presentation of information, etc.

    It’s like a spreadsheet, immediately familiar, but much more suitable for complex data because it’s hierarchical.
    It’s like a mind mapper, but more organized and compact.
    It’s like an outliner, but in more than one dimension.
    It’s like a text editor, but with structure.

    Post continued, click below to navigate to the next page….

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    15 Effective Tools for Visual Knowledge Management

    10 May 2009 8,484 views 36 Comments

    WP Greet Box icon

    X

    Hello there! If you are new here, you might want to subscribe to the RSS feed for updates on this topic.

    Powered by WP Greet Box

    Since I started my quest a few years ago searching for the ultimate knowledge management tool, I’ve discovered a number of interesting applications that help people efficiently organize information. There certainly is no shortage of solutions for this problem domain.  Many tools exist that offer the ability to discover, save, organize, search, and retrieve information.  However, I’ve noticed a trend in recent years, and some newer applications are focusing more on the visual representation and relationship of knowledge.  I believe this is in part due to the wider adoption of mind mapping (and concept mapping), and leveraging concepts and advances in the semantic web community.

    Most traditional personal knowledge management (PKM) or personal information management (PIM) applications offer the same basic set of features:

    * Storage of notes and documents
    * Search functionality and keyword/tagging capability
    * Outline view in a traditional hierarchy, or user-defined views
    * Task management, calendar, and contact management (mainly PIM, not KM)

    These are essential features, however don’t offer too much to the more visually-inclined knowledge junkies. For visual learners and information visualization fans, having a graphical representation of knowledge and seeing how things relate is a must have feature.  Luckily, in the past few years there has been a rise in the number of knowledge management applications that offer this capability.  The following is a list of interesting /unique / effective tools for knowledge management and information visualization (not listed in any particular order):

    15. DeepaMehta

    Link: http://www.deepamehta.de/
    Platforms: Win, Mac, Linux
    Cost: Free (Open Source)

    DeepaMehta is a “networked semantic desktop” that replaces the traditional computer desktop. DeepaMehta rids the user from dealing with applications, files and directories. Instead, the DeepaMehta user arranges information of any kind and origin into supportive topic maps. Topics may be e.g. projects, emails, webpages, notes, articles, contacts, or meetings. Users define their own topic types. Old-fashioned applications, windows and files are no longer in the sight of the user, but the meaningful relationships between real world topics.

    14. Tinderbox

    Link: http://www.eastgate.com/Tinderbox/
    Platforms: Mac
    Cost: $179

    Tinderbox stores and organizes your notes, plans, and ideas. It can help you analyze and understand them. And Tinderbox helps you share ideas through Web journals and web logs. Tinderbox maps your notes as you make them. Build relationships by arranging notes, organizing them with shape and color, linking them. Tinderbox lets you record ideas quickly and keep them where you’ll find them again when you need them.

    13. Vue

    Link: http://vue.tufts.edu/
    Platforms: Win, Mac, Linux
    Cost: Free (Open Source)

    At its core, the Visual Understanding Environment (VUE) is a concept and content mapping application, developed to support teaching, learning and research and for anyone who needs to organize, contextualize, and access digital information. Using a simple set of tools and a basic visual grammar consisting of nodes and links, faculty and students can map relationships between concepts, ideas and digital content.

    12. eyePlorer

    Link: http://www.eyeplorer.com/eyePlorer/
    Platforms: Web
    Cost: Free

    EyePlorer allows you to explore and process knowledge. Search engines help you find links and documents – they require you to follow these links and open the respective document in order to access information. eyePlorer.com, powered by vionto, provides immediate access to facts. It visualizes facts as well as relationships between facts. Furthermore, eyePlorer.com allows you to collect, process and publish interesting bits of information. eyePlorer.com is a visual knowledge workbench.

    11. BeeDocs Timeline

    Link: http://www.beedocs.com
    Platforms: Mac
    Cost: $65

    Bee Docs Timeline is software for Mac OS X that makes it easy for you to present historical events in a way that reveals connections and clarifies relationships.

    Make timeline charts of world history, family trees, fictional events or business deadlines. Timelines can help you understand and present history with new perspective!

    See: http://eric-blue.com/2009/04/14/how-to-create-stunning-3d-timelines/

    Post continued, click below to navigate to the next page….

    What Does "Semantic Web" Mean?

    Mike Grehan

    What Does "Semantic Web" Mean?

    By Mike Grehan, ClickZ, Jun 15, 2009

    The 2009 Semantic Technology Conference kicked off yesterday. Between now and Thursday, there'll be a total geek-out covering all that's coming in Web 3.0 (whatever that actually means!).

    Of special interest to me is the semantic search day. It includes a fabulous keynote panel featuring some of the top figures in semantic search research. I'm particularly looking forward to hearing Andrew Tomkins of Yahoo and Peter Norvig of Google. I've been following their work for a long time, and they are top-class thinkers. Also on the panel will be Scott Prevost of the Powerset division of Microsoft's Bing, Tomasz Imielinski of Ask, Riza Berkan of Hakia, and William Tunstall-Pedoe of True Knowledge.

    I spend a lot of time researching information retrieval on the Web and how it may affect search marketing's future. A frequent question I get on my travels is: "What is the semantic Web?"

    Mostly, people seem to think there's another Web being built somewhere, getting ready for launch. That's not the case. It's more about bringing meaning to the Web we already have. Now you're scratching your head and thinking, "I know what Web pages mean." And you're probably right. Point is, computers don't. Computers can figure out syntax, but that doesn't say they understand meaning.

    There's a lot of research going on around sentiment analysis, as in, "I know people are talking about my brand, but are they saying nice things?" Let's face it, we all know there are two ways you can think about the word "bad." Sometimes it means good. And, not so mysteriously, sometimes it can mean not very good at all.

    You can take that to another level. In New York, many tourists buy "I Love New York" T-shirts. However, the word "love" is replaced by a heart. You and I know what that means. But how would a computer?

    The Web as we now know it was conceived more as a library in which anyone and everyone is able to contribute. It's built on the notion of being able to gather the world's knowledge and have it in one place. But there are no real rules.

    And when it comes to search, the Web is essentially syntactic. This is why information retrieval on the Web is such a fascinating science. If you know the name of something, it's typically not too difficult to find it on the Web using a search engine. But when you don't know the name of something and have to use a description, search usually falls over.

    Tell any New Yorker you had a sandwich made with rye bread, corned beef, Swiss cheese, sauerkraut, and Russian dressing but can't remember what it's called. He'll tell you it's a Reuben. But just throwing a few ingredients into a search engine may not get you such a quick or even correct response.

    This is where the semantic Web comes in. It's more about Web services, where machines can work together to perform inferences in the way people do. The idea behind the semantic Web is to try to turn information on the Web into something with a much more clearly defined meaning.

    At this time, maybe the earliest attempts involve using XML to embed structured data into a document alongside unstructured text. And here's where I opt out of too much talk about the underlying technology for fear of you falling asleep.

    Let's go back to meaning. In most languages, syntax is how you say something. Semantics is about the meaning of what you said. So, even though the Web as we know it was developed to allow all computers to talk to each other, these computers don't actually know the meaning of what they're talking about.

    The semantic Web isn't about artificial intelligence, with computers learning how to understand human language. We're talking about a concept whereby computers will have enough semantics to allow them to solve well-defined problems through the sequential processing of operations.

    It may be that a software agent doesn't even come close to the conclusions that a human is capable of. But it may contribute to building a better Web than the one we have today.

    And all I can say after that is: I hope you get my meaning!

    Join us for a one-day Online Marketing Summit in a city near you from May 5, 2009, to July 1, 2009. Choose from one of 16 events designed to help interactive marketers do their jobs more effectively. All sessions are new this year and cover such topics as social media, e-mail marketing, search, and integrated marketing.

    Does Microsoft's Bing have Google running scared?

    June 14, 2009 10:35 AM PDT

    Does Microsoft's Bing have Google running scared?

    by Steven Musil

    Microsoft may have developed a contender that threatens Google's Web search dominance.

    In a story headlined "Fear grips Google," the New York Post reports that the launch of Microsoft's Bing search engine has so upset Google co-founder Sergey Brin that he has top engineers working on "urgent upgrades" to Google's service. Brin is said to be leading a team to determine how Microsoft's search algorithm differs from the closely guarded one Google employs. The tabloid also notes that it's rare for Google's co-founders to have such a hands-on involvement in the company's daily operations.

    "New search engines have come and gone in the past 10 years, but Bing seems to be of particular interest to Sergey," an anonymous source described as an "insider" told the newspaper.

    A Google representative declined to comment on the level of Brin's involvement but did tell the newspaper that the company always has a team working to improve search.

    Microsoft, which launched Bing earlier this month as an upgrade to its default search engine, is reportedly spending $80 million to $100 million in an ad blitz to tout its latest search effort. Google, meanwhile, spent just $25 million in total on advertising last year, according to an AdAge report.

    Bing's launch bumped Microsoft's search share up to 11.1 percent last week from 9.1 percent the prior week, according to numbers released by market researcher ComScore.

    However, that initial increase didn't seem to impress Google CEO Eric Schmidt, who was pretty tight-lipped when queried about Bing's arrival.

    "It's not the first entry for Microsoft," Schmidt said Tuesday in an interview with Fox Business Network. "They do this about once a year."

    Google Chief Financial Officer Patrick Pichette said Tuesday that the company planned to hold a "review...on it with the executive committee."

    Although Microsoft has a long way to go before it makes a dent in Google's business, Bing may end up being the only true alternative to Google in a few years if Yahoo decides to stop competing in the search market.

    quarta-feira, 10 de junho de 2009

    Google Wave é um novo modelo de comunicação e colaboração na web

    Novo Google Wave

    Google Wave é um novo modelo de comunicação e colaboração na web. Durante a conferência Google I/O, Vic Gundotra, Vice Presidente de Engenharia no Google, anunciou o lançamento de um novo produto que implementará um novo modelo para comunicação e colaboração na Internet, uma plataforma construída com o intuito de tirar proveito máximo do novo padrão HTML5.
    Segundo a empresa, o Google Wave oferecerá a possibilidade de comunicar e trabalhar simultaneamente com amigos e contatos, desde textos formatados, fotos, vídeos, mapas e muito mais. Qualquer participante poderá criar mensagens-réplicas, editar um conteúdo e adicionar novos participantes em qualquer ponto do processo.

    Qualquer participante pode responder em qualquer ponto da mensagem, editar o conteúdo e adicionar os participantes em qualquer ponto do processo. Com transmissão ao vivo enquanto você digita, os participantes sobre uma wave pode ter conversas mais rápidas, ver edições e interagir com extensões em tempo real.

    Veja a palestra de lançamento do Google Wave:

    [Via: Google Discovery]